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Amilenismo- uma heresia antiga para uma nova era                                
*Nilson José Santana

                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Amilenismo - Uma heresia antiga para uma nova era back to estudos
Nilson José Santana

A filosofia do amilenismo contemporâneo, é uma alegoria do período milenar, inserido das escrituras do antigo testamento, e interpretado ao sabor de interesses particulares, por sistemas religiosos e filosóficos da presente era.As raízes do amilenismo estão fincadas na escola judaica de Alexandria, famosa cidade do delta do Nilo, no Egito. Tem como mentor principal, o famoso judeu e filósofo alexandrino Filo.
A filosofia Alexandrina, não obstante ser portadora de uma teogonia diferente do monoteísmo judaico cristão, muitos dos seus conceitos teológicos eram semelhantes a ele. Eram conceitos tão similares, que em certa época, o filósofo Sócrates foi confundido como Moisés. Foram essas as similaridades que deixaram estático o filósofo Filo; E no desejo extremo de proselitisar os filósofos gregos, e harmonizar seus conceitos filosóficos com os da lei de Moisés, criou o sistema alegórico da interpretação das escrituras hebraicas. Nesse sistema, quase tudo existente nos livros sacros, não passa de alegorias.

Os três dias da criação, a criação do jardim do éden, a criação de Eva e outros eventos bíblicos, não tiveram uma existência literal-são puras alegorias.

A saída do patriarca Abraão da aldeia, nada mais era que a necessidade de purificação de sua mente. O fato mesmo não aconteceu. Seu casamento com Sarah é interpretado do seguinte modo: "querendo Abraão
desposar a filosofia, manteve relações com três de suas servas: a gramática a geometria e a música. Depois levou os resultados a sua legítima esposa-a filosofia".

Tendo o cristianismo penetrado em Alexandria, encontrou em Orígenes um autêntico substituto de Filo. Orígenes Panteno e Clemente, "Pais Alexandrinos", foram os responsáveis pela padronização de uma ala do cristianismo denominada de gnosticismo cristão. Neste, o texto bíblico possui três significados: um literal, para os indoutos e ignorantes; outro alegórico o figurado, para os iniciados; por último, um místico, oculto e científico, destinados somente aos iluminados. No caso os filósofos.

Em contraposição, a escola apostólica do Novo testamento defendia um sistema histórico-gramatical e de interpretação das escrituras sagradas. A integralidade com que menciono os fatos históricos do antigo testamento, é uma prova irrefutável desse estilo de interpretação. Estilo esse prevalecente até a baixa idade média.

Tomás de Aquino, copista de Aristóteles e imitado por Agostinho, bispo de Hipona, reviveu o sistema alegórico-gnóstico das escolas Alexandrinas. Isso se deu para que as igrejas hierárquica as medievais, justificassem sua hegemonia de poder eclesiástico exercido sobre todos os movimentos religiosos da época, bem como seus pressupostos dogmáticos travestidos de mandamentos bíblicos e tradicionais.

O moderno amilenismo escatológico, nada mais é que uma herança bizarra de todo o sistema alegórico pré e pós alexandrino, defendido atualmente pela igreja católica ou universal, como um período milenar iniciado com o surgimento da igreja cristã, no primeiro século, submisso a uma hierarquia iniciada com o apóstolo Pedro e sustentada atualmente pelo clero romano na pessoa do seu papa.

Nilson José Santana

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