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Sobre  um  argumento  Sabático

                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Sobre  um  argumento  Sabático         back to estudos
Nilson José Santana

Em conversa informal com um sabatista,pude constatar que o sábado para ele é um complemento da salvação pela fé; que também faz parte da Lei Moral e é extensivo à toda humanidade;E que sua suposta quebra por Jesus e seus discípulos no novo Testamento foi com o objetivo de fazer o bem.

Também dizem os postulados sabatistas que sendo o sábado um mandamento da Lei Moral, deve ser observado à semelhança dos outros nove.

Em contra partida e em certa ocasião registrada por Mateus 12. 1-5, encontra-se Jesus sendo censurado pelos fariseus porque permitiu aos seus discípulos colherem espigas no dia de sábado. O que nos impressiona é que a censura dos fariseus tinha procedência bíblica e eles estavam certos. Foi o próprio Deus por sua boca que proibiu aquele ato praticado pelos discípulos, quando em Êxodos 32.41,disse: Seis dias trabalharás mas o sétimo dia descansarás;na aradura e na sega (colheita)descansarás. Será que Deus não sabia o que estava dizendo? Será que ele não sabia que Jesus e seus discípulos, mais de mil anos depois,iriam viola-lo colhendo espigas justamente naquele dia? E a maior prova de que os fariseus tinham razão, foi que Jesus justificou o motivo da quebra do dia, alegando que Davi também o quebrou, os sacerdotes do templo continuavam quebrando e eram isentados de culpa Mt. 12.1-5.

De acordo com Tiago 2.10 “...porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”. Logo, tanto Jesus como seus discípulos, com a quebra do sábado, tornaram-se transgressores de toda a lei, ou então tem-se que aceitar, tem-se que admitir, o sábado era inferior aos outros nove mandamentos constituindo-se, destarte, em apenas um cerimonial desprovido de valor legal. Isso explica porque Jesus, em inúmeras ocasiões, fez, juntamente com seus discípulos, coisas que não eram lícitas fazer um sábado.
 

  1. Era proibido carregar peso, e isso dito pela boca do próprio Deus: “ Assim diz o Senhor: guardai a vossas almas, e não tragais cargas no dia de sábado, nem as introduzais em Jerusalém pelas suas portas” Jr.17.21; Foi violado pelo paralítico curado, por ordem de Jesus, quando mandou que o mesmo tomasse sua cama e a carregasse no dia de sábado Jô 5.8-9. De acordo com o sofisma sabatista, fazer o bem no dia de sábado, pode! Concordamos.Porém só que diz respeito à cura do paralítico.No carregar a cama não! Não, porque violar um mandamento de suma importância para os judeus e deixar a cama para levar no outro dia, qualquer fariseu ou judeu praticante da lei, deixaria a cama para o outro dia! Demos um exemplo:Já que os sabatistas dizem que o sábado é igual aos outros nove, suponhamos que o paralítico estivesse apaixonado por uma meretriz e fosse casado. Suponhamos que a meretriz estivesse num daqueles dias de extrema excitação a ponto de enlouquecer;será que Jesus permitiria ao paralítico adulterar com ela para tira-la daquela situação desesperadora?Isto não seria uma boa ação? Certamente que Jesus não permitiria tal coisa! De Gênesis a Apocalipse nunca foi encontrado um versículo sequer que absolvesse alguém  da quebra de qualquer um dos nove mandamentos;
  2. Era expressamente proibido a realização de qualquer tipo de trabalho por ordem do próprio Deus. Ex.35.2. Em réplica, Jesus modificando tal ordem, exaltou o privilégio de poder trabalhar justamente naquele dia. Jô 5.16-18.
  3. Foi declarado perpétuo somente para os filhos de Israel, hoje judeus, como sinal.Ex 31.16-17. Foi violado, justamente por alguns deles, e por incrível que pareça, com o consentimento do próprio Deus. Mt. 12.1-5.; Ex 25.30; 29. 32-33; Lv  24 1-9; 8. 31 e I Sm 21.6.
  4. Foi finalmente extinto, tanto por constituir-se parte das solenidades cerimonialistas, bem como por extinção da lei, da qual dizem ser ele componente em forma de mandamento. Confira Os 2.11 e Rm 7 1-7.

Esta é a última alternativa tanto para isentar Jesus e seus discípulos de transgredirem a lei, bem como para explicar a fragilidade, a inferioridade e a razão pela qual o sábado poderia ser quebrado por quem o instituiu. No caso Jesus. Confira Mt 12.8 e Cl 2.15.
Somente para efeito de esclarecimento, a Bíblia diz que o sábado era inferior à vida de um animal. Mt 12.11.

Conclusão

Certo de ter cumprido a missão de esclarecer consciências cauterizadas pelo legalismo farisaico, reservo-me o direito de dar por encerrado este assunto. Sigo as orientações e as recomendações feitas por Paulo a Timóteo: “...nem se dêem a fábulas ou genealogias intermináveis que mais produzem questões do que edificação de Deus. Que consiste na fé;assim o faço agora.
Ora o fim do mandamento é a caridade de um coração puro... e de uma fé não fingida.Do que desviando-se alguns se entregaram a vãs contendas. I Tm 1 4-6 e 6 3-5.

 

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