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O Novo Testamento e o Domingo

                                                                                                                                                                                                                                                                                              

O Novo Testamento e o Domingo     back to estudos

            O primeiro dia da semana e o sábado são os únicos dias a que o Novo Testamento se refere nomeadamente. Ao primeiro as referências estão sempre relacionadas com Cristo, com o Espírito Santo e a igreja. Isto demonstra o destaque que Cristo dá ao primeiro dia da semana.
            A doutrina fundamental dos adventistas ou sabatistas em relação ao domingo é que ele se constitui o sinal da besta referido no Apocalipse 13.16-17, e que é portador do sinal da besta quem o guarda. Transcrevendo de um experiente obreiro sua opinião a respeito dessas assertivas, temos os seguintes dizeres: “Os sabatistas afirmam que o domingo é o sinal da besta, porque a besta é a igreja romana e foi o papa quem aboliu o sábado e o imperador Constantino quem instituiu o domingo. Citam o decreto em que aquele imperador, ao fazer-se amigo do cristianismo, ordenou a guarda do primeiro dia da semana no império romano”.
            É verdade que isso tem sido refutado cabalmente desde que foi inventado por eles. Tem-se demonstrado que aquele decreto prova justamente que o domingo era o dia em que o cristianismo guardava quando Constantino se fez, ou se fingiu cristão. Tem-se mostrado documentos tão valiosos como os que mais o foram, como a sejam a epístola de barnabé no ano 120 da era cristã, a apologética de Justino mártir do ano 140, o livro das leis de Bardejanes do ano 180, escritos de Clemente de Alexandria do ano de 194, a conhecida apologética de Tertuliano do ano 200 e muitos outros de igual peso, todos provando que os cristãos já guardavam o domingo antes de nascer o avô de Constantino, visto que este imperador o foi no século IV.
            Mas os sabatistas fazem de conta que tais documentos não existem, ou que ninguém nunca lhes falou deles. Ficam silenciosos a respeito deles como um túmulo e continuam a explorar o decreto de Constantino. Tal é o amor que tem à verdade!!!...
            Agora estão dizendo que aquele decreto foi feito para agradar os pagãos. Constantino queria agradar os cristãos por um lado, mas por outro lado não queria desgostar de todo os pagãos..
            Nisto há duas falsidades que não tem mais classificação. Não é verdade que o principal deus dos pagãos do império romano fosse o sol. O deus por excelência, o rei do céu, o deus pai para eles, era Júpiter, cujo nome significa justamente “deus pai” e a quem era consagrada a quinta feira. E igualmente venerado era Saturno, pai de Júpiter, e dos principais deuses, e a quem era consagrado o sábado. É também falso que o decreto tenha tido em mira favorecer aos pagãos. Estes não guardavam o mesmo dia, mas cada classe guardava o dia do deus de sua devoção.
            Os sabatistas não são capazes de citar um documento sequer, da história do povo romano, que prova que aquele povo guardava o primeiro dia da semana no tempo do paganismo.
            Seria inconcebível que, tendo sido todos os imperadores até Constantino não só pagãos, mas pontífices supremos do paganismo, muitos deles ferozes perseguidores dos cristãos, nunca nenhum deles fizesse um decreto mandando guardar um dia, se houvesse esse dia de observação geral do paganismo, e só viesse fazê-lo, Constantino, justamente aquele que se desligou ostensivamente do paganismo, chegando até a tomar parte em concilio e a impor como lei os decretos deste. Aliás foi por aquele decreto que pela primeira vez na história dos romanos foi proibido às autoridades trabalhar no primeiro dia da semana. Até então, portanto, e durante todo o tempo em que o império foi oficialmente pagão, as repartições públicas e os tribunais funcionavam no domingo. É irretorquível!
            Ainda mais: O teor do decreto confirma que ele não visava agradar aos pagãos, pois abre exceção, justamente para eles, o que confirma também, que eles não guardavam o domingo.
Eis o decreto:
“Todos os magistrados e moradores das cidades e todos os operários devem descansar no venerável dia de domingo; porém àqueles que moram no campo seja permitido trabalhar no campo, pois que às vezes não há dia mais apropriado para a sementeira de cereais e para a muda de plantas. A fim de que não se perca a oportunidade favorável e o homem venha a ficar privado das bênçãos que Deus concede”.
            Diante de tantas e irrefutáveis provas que demonstram verazmente a farsa das acusações sabatistas, queremos crer, que doravante, nossos inconvictos irmãos batistas e outros menos avisados, deixarão de cair nas suas afiadas garras doutrinárias.
            Alguém já disse e nós já constatamos que o sistema de culto das igrejas adventistas é tão parecido com o nosso, que qualquer pessoa que não os conheça os confunde conosco. Usam os nossos cânticos e nossa tradução bíblica, e ainda por cima oram nas nossas igrejas e nos chamam de irmãos, porém com o único objetivo de arrastarem a crentes inexperientes para o fanatismo da seita.
            A falsidade que usam conosco é tão grande, que quando folheamos alguns dos seus escritos vemos o verdadeiro pensamento que tem a nosso respeito: dizem que temos o sinal da besta e que é satanás quem atende as nossas orações.
            A exemplo da hipocrisia de que são portadores, observe-se o que escreveu a esse respeito sua profetiza senhora Helen G. White. “Satanás tomou inteira possessão das igrejas (isso em relação às igrejas evangélicas). Eu vi grande iniqüidade e vileza nelas, no entanto, elas professam serem cristãs. Sua profissão de fé, suas orações e exortações são abomináveis aos olhos de Deus. O anjo me disse que Deus não tem prazer nas suas reuniões”. (Spiritualgifts, volume 1, pg. 190) “Eu os via olhar para cima e suplicar:”Ò Pai, da-nos o teu Espírito, e satanás vinha e soprava sobre eles sua influência maléfica” (Early writings,pg. 47)

Por que o domingo

            Há um ditado popular que para tudo que se faz há sempre uma razão. Entretanto, para nós os guardadores do domingo, existem uma série bem grandes de razões. E para a melhor compreensão por parte do leitor transcrevemo-las em sua íntegra.
            Já pontificava o grande polemista pastor Vidal de Freitas: “O fato culminante da vida e da obra de Jesus e, incontestavelmente a ressurreição. Por ele é que somos justificados (Rm 4.25); por ela somos regenerados (IPÊ 1.3); por ela alcançamos uma boa consciência para com Deus (IPÊ 3.21), e sem ela é vã a nossa fé, ainda permanecemos em nossos pecados, os que têm dormido em Cristo, e somos os mais miseráveis dos homens (ICo 15.17-19).
            Ora, não foi o papa, nem Constantino, nem os pagãos, quem escolheu o domingo para ser o dia da ressurreição. Quem o fez foi o mesmo Jesus Cristo, assim assinalando o domingo como o sucesso mais estupendo da história do universo. Lembre-se que foi o próprio criador, Jesus Cristo, portanto, por quem tudo foi feito que dera o exemplo, justamente em relação ao sábado, de considerar a importância de um dia pela importância de um fato ocorrido nele.Notem-se atentamente estas três coisas impressionantes:

  1. Jesus repudia o sábado na feitura do Novo Testamento, deixando-o entre as sombras do velho concerto;
  2. Ensina que o espírito do novo concerto é: Primeiro “O reino de Deus e a sua justiça” e as outras coisas virão depois, isto é, primeiro os interesses do Reino, depois os nossos interesses;
  3. E afinal assinala o primeiro dia da semana com o acontecimento mais saliente do cristianismo e do mundo.

É ou não tal verdade evidência esmagadora do destaque que Jesus dá ao domingo?E isto na nova dispensação.

Jesus se faz presente

Jesus ressuscita no domingo e durante ele se faz presente aparecendo a vários crentes. Por último à tarde,(Jo2019) aparece aos discípulos reunidos em uma casa, de portas fechadas. Desaparece depois e permanece invisível por toda semana. Imagine-se a ansiedade dos discípulos por vê-lo, por sentir sua presença confortadora e santa. É provável que se tivessem reunido cada dia a espera dele. Jesus porém permaneceu ausente para eles por mais de cinco dias e só no domingo seguinte oito dias depois e primeiro domingo após a ressurreição (Jo 20.26), aparece o Senhor novamente aos discípulos.
            Preste-se então toda a atenção a isto: Ou discípulos não se reuniram nenhuma vez durante a semana, tornando-se assim impossível Jesus aparecer a eles reunidos em qualquer daqueles dias, e só o fizeram no domingo oito dias depois da ressurreição; Ou então reuniram-se em um, alguns, ou em todos os dias da semana e Jesus não quis aparecer-lhes em nenhum, deixando-o para faze-lo só no domingo.
            Se os discípulos passaram a semana sem efetuarem nenhuma reunião e só se reuniram no domingo, é claro e insofismável que os apóstolos escolheram o primeiro dia da semana ou o primeiro domingo após a ressurreição para efetuar a primeira a primeira reunião de cristãos efetuada depois dela, e Jesus veio e selou com sua presença aquela reunião, sancionando assim a escolha do domingo, feita pelos apóstolos, para a reunião dos crentes.
            Se, porém não foi assim, e ao contrário os discípulos se reuniram infalivelmente no sábado, Jesus não concordou com tais reuniões não as selou com sua presença visível, e só o fez no domingo, mostrando assim com atos e não com palavras, que o domingo que ele quer que seja o dia especial das reuniões cristãs.
           

A presença do Espírito Santo

            Como se não bastasse tão decisiva demonstração de preferência e de distinção do Senhor para com o domingo, Ele fez mais: Elegeu-o para inaugurar oficialmente a obra da igreja, dando início à sublime missão evangelizadora que a ela confiara.
            É o que vemos no dia de pentecostes, quando o Espírito Santo, inaugurando a grande obra de expansão do Reino de Deus, o fez com o milagre inaudito descrito em At 2.1-13. O dia foi assinalado então, com fatos de tal relevância, que seriam suficientes para dar preeminência ao domingo, se não já tivesses ele essa preeminência incontestável pelo acontecimento da ressurreição, tais são a descida do Espírito Santo, o milagre jamais identicamente reproduzido da presença de homens de mais de uma dúzia de nações e línguas diferentes, quando, falando os discípulos, os entenderam em sua própria língua, cada um, e afinal, a conversão de quase três mil pessoas em um só dia.
            É tal a importância que a descida do espírito Santo deu ao domingo, que os adventistas sofismam, procurando provar por meio de contagem ao seu modo, que o pentecostes não caiu em um dia de domingo. Infelizmente tem havido quem se preste ao sofisma, aceitando fazer tal contagem. Ela é desnecessária e descabida. Se a palavra de Deus já fez a conta, a aritmética da Bíblia é decisiva e incorrigível, não há lugar para nova, nem feita por um anjo do céu.
            Ora, a palavra de Deus não deixou margem para contagem por parte de ninguém. No cap. 23 de Lv, onde a festa de pentecostes ou das primícias foi estabelecida (Lv 23.9-21), Deus mandou contar cinqüenta dias, começando desde o dia seguinte ao sábado, em que seria trazido o molho da oferta (v.15), seriam sete semanas e mais um dia, para completar os cinqüenta, razão porque a festa se ficou chamando pentecostes, palavra derivada de outra que significa cinqüenta. Ora, o verso 16 diz que a contagem seria até ao dia seguinte ao sétimo sábado, quando seria feita a nova oferta de manjares em que consistia, com os sacrifícios ali descritos, a referida festa de pentecostes. Determinou pois a palavra de Deus, que a festa se teria que realizar no dia seguinte ao sétimo sábado, no domingo portanto.
            Como é que o sabatista tem o arrojo de “contar nos dedos” para saber em que dia caiu uma festa, para cuja realização o próprio Deus fixara iniludível e peremptoriamente o dia? Há porventura, lugar para mais sofisma, ou controvérsia, ou contagem de quem quer que seja? Não. Só contará quem para fugir à evidência da verdade, quer torcer as escrituras para a própria condenação.
            Foi, pois, num domingo, que o Espírito Santo operou aquelas inauditas maravilhas!

A realização da ceia do Senhor.

            Uma única vez designa o Novo Testamento nomeadamente e com um propósito deliberado, um dia em que foi celebrada a ceia do Senhor. Esse dia é o domingo. “E no primeiro dia da semana ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, discursava com eles; e alargou a prática até a meia noite” (At 20.7).
            É inútil alegar que se tratava da noite de sábado, pelo fato de os judeus contarem o dia das seis horas da tarde de um até as seis horas do outro. Não é este o uso do Novo Testamento, nem mesmo na Palestina e por judeus cristãos. Já se generalizara o costume romano de contagem do tempo e assim é que Mateus, que era judeu diz: “E no fim do sábado, quando começa despontar para o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” (Mt 28.1). Para Mateus, pois, o fim do sábado não era às seis horas da tarde, mas quando já despontava ou começava a despontar para o primeiro dia da semana. Se era assim em Jerusalém, e tratando-se de um Judeu, quanto mais em troas, na Mísia, e tratando-se de um gentio (Lucas, autor do livro de Atos).
           
Dia das coletas

            Na primeira carta aos Coríntios 16. 1-2, lemos: “Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se façam as coletas quando eu chegar”.
            Em face da tradução brasileira acrescentar a palavra casa, pois nenhuma outra tradução no mundo tem tal procedimento, isto não vem em nada alterar o conceito de que é no domingo o dia certo de se louvar ao Senhor com os nossos dízimos e contribuições.
            Se Paulo mandou que cada um pusesse de parte (em casa) sua contribuição, por que mandou faze-lo no primeiro dia da semana? Por que não faze-lo em qualquer dia? Não está a pessoa (em casa) todos os dias? Se ao menos fosse no sábado, ainda se poderia admitir, uma vez que se tratasse de jornaleiros que recebessem o salário no fim da semana. Mas se Paulo houvesse dito, em vez de no primeiro dia da semana, que se reunissem no sábado e que cada um ponha de parte, os adventistas sustentariam a pés juntos que não era em casa, mas na igreja, dizendo que se tratava de reunião da igreja no sábado. Mas a ordem foi para o domingo e para todos os homens e mulheres, ricos e pobres, toda a igreja e não jornaleiros somente.
      A razão está indicando pois,que se tratava de oportunidade em que toda a igreja poderia por de parte as contribuições em um mesmo dia e semanalmente. E essa oportunidade era no primeiro dia da semana. Que oportunidade seria essa senão reunião de culto, evidentemente no domingo?
            A razão, pois,milita em favor da tradução de Almeida e daquelas inúmeras outras que com ele se harmonizam.

 O dia do Senhor

E por último lemos em Ap cap. 10: ”Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor”. As traduções brasileiras e a de Almeida tem nesse texto: “Dia do senhor”. Porém, a de Figueiredo tem: Dia de domingo.
Pois é justamente a tradução de Figueiredo a que está rigorosamente fiel ao original, quer exegética, quer etimologicamente.
Há duas palavras da língua grega no Novo Testamento, que são traduzidas em português pela expressão “do Senhor”.
Uma é a forma Kurìou, genitivo de kurìous, e equivalente à nossa palavra Senhor. A outra é o adjetivo Kuriakós, equivalente à nossa palavra “relativo ao Senhor”, “referente ao Senhor”, “que diz respeito ao Senhor”.
A primeira é usada tanto nas obras profanas dos escritores gregos e na linguagem vulgar, como no Novo Testamento. Neste é empregada para designar o dono de alguma coisa (Mt 24.28); Também para Deus, traduzindo a palavra Jeová, do velho Testamento (Mt 4.7); de igual modo para a palavra Jesus Cristo, em vários textos, mormente nas epístolas; Também para o imperador romano (At 25.26). É empregada, pois, tanto em referência ao Pai, como em referência ao filho, Cristo, e como em referência aos pecadores.
A segunda foi criada pelos apóstolos, e encontra-se pela primeira vez no Novo Testamento e só se aplica em referência a Jesus.
O genitivo Kurìou, portanto, se refere a qualquer senhor. O adjetivo Kuriakós, só se refere a Cristo. Aquele significado “do Senhor” ou kuríou se refere a qualquer senhor e corresponde ao termo latino domino. Já o adjetivo kuriakós, referindo-se a Cristo ou ao relativo “do Senhor”, corresponde ao latim dominicos, que deu origem à palavra domingo.
Ora, só em dois lugares do Novo Testamento está usado aquele adjetivo: Em IÇO 11.20 e em apocalipse 1.10. No primeiro caso, refere-se à ceia do Senhor e não há no mundo quem tenha a coragem de negar que ali a expressão kuriakón, deipnon do original, caída da pena de Paulo, dominicam coenam, do latim, “ceia do Senhor” em nossa língua, quer dizer: Não ceia de Jeová, ou ceia em memória de Jeová, segundo a dispensação do Velho Concerto, mas sim “ceia do Senhor Jesus” ceia referente ao Senhor Jesus, segundo a dispensação do Novo Testamento.

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