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A Ignorância é uma escolha

                                                                                                                                                                                                                                                                                              

A ignorância é uma escolha    back to estudo

         

Por que a ignorância, sendo parte da personalidade de uma pessoa, poderia ser uma escolha? Por que não dizer somente que tal pessoa é ignorante? Ou que ela não se enquadra com o "resto"? De forma alguma uso essas perguntas para dizer que a ideologia que será passada neste blog não se enquadra com o resto. Menos ainda quero menosprezar pessoas que não concordam com o meu ponto de vista. Apenas quero mostrar que ser ignorante e não ter conhecimento são duas coisas bem distintas. Geralmente a pessoa sem conhecimento limita o seu argumento com base naquilo que sabe, apenas. O chamado ignorante baseia a sua "expressão de argumentação" em algo, até mesmo, sem base de crédito. Mas isso é o de menos...  
         Será que ignorância se limita ao argumento? Será que atitudes podem sugerir ignorância? Com certeza, sim. Uma pessoa que se limita à argumentação sem nexo tem a seu favor a desculpa de sua massa cefálica não ser das mais volumosas. Mas a pessoa que pelos gestos se torna ignorante, coloca em risco a sua racionalidade e, assim, nega aquilo que seria o mínimo necessário para se tornar uma pessoa menos manipulável e desprezível.
         A manipulação é a principal forma de enquadrar o desprezo público por parte daqueles que são manipulados. Acredito que hoje em dia o grande problema não são as pessoas que manipulam apenas por “profissionalismo”, mas sim aquelas que são manipuladas por falta de percepção do ridículo. O ridículo nesse caso não é apenas mais um adjetivo ou característica, e sim uma de forma de predisposição de aceitar as coisas da forma como ela é passada, sem ao menos questionar.
         Questionando determinado método ou convicção, além de criar uma ideologia com base naquilo que se analisa, cria-se também um censo crítico com base no argumento oposto e não naquilo que supostamente parece ser a verdade absoluta de acordo com seu gosto pessoal.
         Um questionamento pode ser erguido de maneiras diversas, mas o piso da argumentação está na análise dos diferentes pontos de vista expresso no assunto em questão. Se limitar às falácias de “seu próprio mundo” sem ao menos ter entendimento sobre o assunto em si é apenas uma forma de se auto-afirmar “inteligente”. A revolta por um assunto causa isso. A pessoa, revoltada, afasta de si tudo aquilo que não condiz com o que deveria, para ela, “ter” a verdade. Reparem que geralmente esse tipo de pessoa que, sendo apenas mais um ignorante, usa a seu favor a sua própria astúcia de manipulação e, nesse caso, ela entra no rol da fama dos ignorantes manipuladores; escolheram um caminho, mas questionam apenas aquilo que não lhe agrada.
Cada um tem suas escolhas e convicções, mas existem aqueles que usam de suas interpretações pessoais uma forma de apontar o dedo e dizer: “Viu? Eu estou certo! Me mandaram tal artigo falando isso e isso!”. Estou certo que fica claro a dependência dessa pessoa por uma auto-afirmação daquilo que ela diz acreditar. Estou certo também que pessoas desse tipo não tem uma convicção e sim uma forma de se isolar daquilo que, para ela, seria burrice acreditar. E, mais uma vez, estou certo de que pessoas assim, que se escondem atrás dos argumentos que mais lhe agradam, apenas servem de isca para o dia em que será tarde demais voltar atrás.

fonte: http://aignoranciaeumaescolha.blogspot.com

 



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