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f m h n a e D    

Optando pelo menos pior  

                                                                                                                                                                                                                                                                                              

back to estudos

A vinculação da ética e moral como algo intrínseco na religião tem sido o grande continuador de uma certa padronização de costumes justificados e aceitos, e as questões éticas moralistas são o alicerce de interdependência dos fiéis ao que se tem por parâmetro de santo e santificador, posto que o controle de conduta é exigido com base na moral. Mas um conceito estritamente pessoal, vinculado à ética de um grupo, alargou as concepções de certo ou errado, apaziguando nas instituições religiosas um anarquismo espiritual quanto à aceitação passiva de questões morais. Tentando controlar a violação da dependência costumeira, criou-se meios estupendos e originais na satanização do questionamento, porquanto a anarquização de alguns indivíduos representam a depravação em essência da vontade divina. Contudo, nas entranhas do totalitarismo, os argumentos morais têm sido esquecidos e inutilizados, e o desespero à condução da cristandade cresce à merce de um esfacelamento da supremacia institucional.
 
O fato é que a mudança e a transformação da mentalidade humana no âmbito social desvinculou a imagem da moralidade ao correto, criando subjetividades e outras interpretações para com atos e conceitos deverasmente sempre tidos como resultados de perversidade. A sociologia, em seu estudo unilateral das causas e consequências dos problemas sociais, formalizou cientificamente o pensamento de que na sociedade e na moral nada pode ser generalizado. As conturbações foram evidentes, e aos berros da religião o estudo científico de atos imorais foram calmamente retirados das discussões religiosas. As concepções do cientificismo no estudo da imoralidade tornaram-se como que o resultado do esquecimento de Deus pelos homens, definindo certos paradigmas de concorrência entre os religiosos e os cientistas. O medo da produção científica se adentrar nas instituições religiosas concerne à formalização, dentro da religião, de filosofias e teses que manobrem o moralismo instituído, quebrando ou danificando uma construção de identidade milenar.
 
Interessantemente que algumas poucas linhas ideológicas, que se fazem por religiosas, valorizam exacerbadamente a ciência como parâmetro de todas as causalidades. Aliciaram a ciência à religião na intelectualização do misticismo equivalente ao que a ciência não tolera, justificando cientificamente concepções da mística supersticiosa, dando à superstição como ato o alicerce da metologia de pesquisa e comprovação científicas. Inobstante, a moral como imoralidade reuniu-se à ciência, confirmando a eficiência da pesquisa científica como preponderante à mística. É notável a relutância da própria ciência em reconhecer qualquer relação com a religião e a busca desta por respostas sistemáticas, contudo é evidente a necessidade crescente da religião em se basear nos preceitos científicos. 
 
Cai como luva a interpretação da substituição da fé improvável, pois, se provada, extingui-se automaticamente; e a ciência como prova de fatos gerados e ditados pela fé apenas corrompe e aniquila a fé como certeza baseada no incerto. Gradativamente que a religião se curvou à ciência e à sistematização de conceitos. E é gradativa a desvinculação da imoralidade aos parâmetros meramente individualistas, porque a sistematização da mística relacionou e incluiu o ato imoral aos fatores macros, corroborando e concretizando a luta institucional religiosa, daqueles que ainda não desistiram da moral, anticientífica.
 
Porém, a semente já foi plantada. Busca-se crescentemente a verificação científica até mesmo em casos que, naturalmente, devido à própria religião, se configuraria um milagre divino, um poder de atuação clara da Deus. Busca-se a ciência para que teologias e ideologias religiosas sejam mais bem alicerçadas ao convencimento alheio, e aceitando-se tal condição as instituições religiosas caíram na escolha do menor prejuízo, o qual é conseqüência do ceticismo crescente advindo da própria ciência e sua sistematização do conhecimento e experimentações.
 
É a faca de dois gumes de uma história ainda não terminada, mas que já traz o absolutismo religioso e científico como parâmetro de pensamentos contundentes e precisos. Observar em silêncio essa batalha é o mesmo de se sentar em cima do muro, e pessoas como eu, que no silêncio não digladiam, são mecanicamente encaixados na sistematização científica, não obstante tidos como imorais e depravados. Mas quando cito uma análise científica que ajuda na fé alheia, ora, sinto-me como rei nos elogios e balbúrdias da felicidade do indivíduo.
 
Ainda irei pensar mais sobre isso...

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