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O enigma do sofrimento humano

                                                                                                                                                                                                                                                                                              

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*Nilson José Santana

O sofrimento humano é o tema mais polêmico que tem sido discutido por filósofos, sociólogos, historiadores e teólogos - também o discutem os curiosos. A temática Mais questionada é: Qual a razão para a existência da fome, pobreza doenças, dor e morte?
Por que as inundações, os surtos epidêmicas, os terremotos atingem o "bom" e o mal?
Qual a causa desses grandes males que afligem toda humanidade ao longo de sua história? E mais: "como podemos acreditar num Deus que é todo poderoso e todo amor, mas que permite tanta dor e sofrimento, principalmente no caso de pessoas inocentes? Se ele é todo-poderoso, tem a capacidade de eliminar todo sofrimento; se ele é todo amor, deve querer acabar com o sofrimento. Então, porque ele não faz nada? "(Allan B. Pieratt. evangelho da prosperidade)

Para uma análise sincera de tão polêmica questão, tem que se achar um ponto de partida.
De acordo com antropólogos e sociólogos, todos os povos têm uma base para explicar a razão de sua existência e de seus sofrimentos. Assim, os maometanos tem o alcorão; os hinduistas, o zenda-avesta; os parsistas, o sastras; o budista o Rig-veda; o judeu, a sua Torá e nós, os cristãos temos a bíblia sagrada, a qual consideramos a palavra de Deus. Vale salientar que todos povos comunicam entre si, que o sofrimento humano tem como única e comum causa, a desobediência da criatura ao seu criador - o pecado bíblico - pois é deste ponto de partida que analisaremos a questão.

De conformidade com o relato bíblico, Deus criou o homem santo, justo e perfeito; "e criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus criou; machos e fêmeas criou. E Des abençoou-os, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra, e 2sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu e sobre todo animal que se move sobre a terra" (Genesis 1.27-28).

Sendo Deus justiça e amor - atributos morais que nos referiremos depois - dotou suas criaturas de livre arbítrio, e a submeteu ao teste de obediência".E tomou o senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do éden para o lavrar e o guardar.

E ordenou o senhor Deus ao homem, dizendo: "de toda árvore do jardim comerás livrimente; mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres certamente morrerás (Genesis 2.15-17).

E o homem querendo ser senhor de seus próprios atos, desobedeceu ao seu criador "e vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento tomou do seu fruto comeu, e deu também a seu marido e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos e conheceram que estavam nus; e coserão folhas de figueira, e fizeram para se aventais" (Genesis 2.6-7).

E o resultado da desobediência foi a decadência em todos os aspectos da vida do homem "... e à mulher disse (Deus): multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua Conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido e ele te dominará (Genesis 2.16).
E a Adão disse: porquanto destes ouvido a voz de tua mulher, e comes-te da árvore que te ordenei, dizendo: não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; com dor comerás dela todos os dias de tua vida. Espinhos e cardos, também te produzirá, e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão..." (Genesis 3.17-19).

São estas, pois, as informações da origem do sofrimento humano. Entretanto, e repete-se a indagação: poderia Deus, com seu eterno poder fazer alguma coisa para minorar o sofrimento humano? Poderia Deus acabar de vez com o sofrimento?

O sofrimento humano pode ser dividido em sofrimento físico, relacionado à fome ao cansaço físico, às doenças, além de envelhecimento e morte do corpo; o sofrimento moral, refere-se ao medo, à vergonha, à ansiedade, angústia e pavor do desconhecido, etc.

O sofrimento físico, na sua gênese, é conseqüência do pecado. Entretanto, os males sociais que afligem a humanidade carente dos tempos modernos, é de caráter relativista, sendo provocado por um desequilíbrio social prepotente. A má distribuição de renda, o desemprego, o desvio de verbas destinadas aos fins sociais como: educação, moradia, saneamento, saúde, etc; as pesquisas científicas de riscos, o desmatamento com prejuízo ecológico, são exemplos incontestáveis desta assertiva.

Não obstante o homem ser o próprio causador de 80% de seus males sociais, Deus, através dos séculos não tem feito outra coisa além de criar sistemas para absolver a humanidade de seus contínuos e desatinados pecados. Tudo isso dentro de um princípio que vai, desde o respeito à liberdade de ação da humanidade e de seu santo caráter.

Os teólogos, através de várias referências bíblicas, descobriram vários atributos da personalidade divina: atributos naturais e atributos morais. Dentre os atributos naturais, destaca-se para nossa apreciação o de onipotência (Todo-Poderoso); os atributos morais, são santidade, justiça e amor.

O fato de ser deus Todo-Poderoso, não quer dizer que posso usar este atributo em detrimento dos outros. Por exemplo: se Deus é amor, também é justiça. Deus ama o pecador, porém abomina o pecado. Não pode absolver aqueles sem aplicar sua justiça nestes.

Deus é todo poderoso, mas também a santo - Deus é absolutamente Santo - Omais
" ínfimo" e "insignificante" pecado é um atentado à sua absoluta santidade. Isto significa que o "menor, dos pecados deveria ser castigado com a morte do transgressor "... a alma que pecar essa morrerá" (Ezequiel 18. 20,4) "porque o salário do pecado é a morte..." (Rm 6.23). Se Deus tem tolerado os pecados dos humanos sem destruí-los de igual modo, tolera o sofrimento humano, criando métodos amenizantes sem, contudo, extermina-lo. Eis alguns exemplos:
Adão e sua mulher, após haverem pecado, perderam privilégios, mas não foram destruídos. Como expiação pelo ato, Deus sacrificou animais e com as peles tapou sua nudez (Genesis 3.23)
À nação israelita após sua saída do Egito, foi exigido que para cada tipo de pecado, fosse sacrificado determinado animal ou outro tipo de oferta pelo pecado.

Em relação ao sofrimento moral da humanidade, Deus resolveu tudo no calvário, quando deu seu filho como sacrifício universal por aqueles que arrependendo-se de seus pecados o aceitam como salvadore e senhor suas vidas; "porque deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna" (João 3.16) no livro de Deuteronômio capítulo 29 e o verso 29 temos a explicação para todas as nossas vidas: "as coisas encoberta são para o Senhor nosso Deus porém as reveladas são para nós e para nossos filhos..."

Paulo apóstolo assim classifica Deus: "ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus, quão insondáveis são os teus juízos, quão inescrutáveis teus caminhos! Por que quem compreendeu o intento do Senhor ou quem foi o seu conselheiro? (Rm11.33-34).

*Nilson José Santana

 

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