O tempo de Deus eo .... to estudos
*Nilson José Santana
O texto em pauta é uma prova irrefutável que, onde nós vivemos, o nosso tempo não é o mesmo tempo de Deus. Aliás, para ser mais coerente, Deus é absolutamente atemporal.
O "nosso" tempo, o cronos grego, como nós o conhecemos, não chega mesmo a ser comparado com o tempo cósmico enquanto o nosso tempo é cíclico, isto é, medido pelo conjunto de acontecimentos e fatos históricos a ele relacionados, o tempo cósmico é dimensional. Dizem os astrônomos e os filósofos que, simplesmente 10 minutos do tempo cósmico, pode representar dezenas ou até centenas de anos do nosso tempo cronológico; dependendo do sistema galático do universo. Isso vem explicar a perícope poética do apóstolo Pedro sobre a visão cronológica de Deus: "... um dia para o senhor é como mil anos..." (2ª Pe 3:8 a).
Os seis dias da criação, por exemplo, podem ter sido seis dias cósmicos para Deus, e milhares de anos do nosso tempo cronológico.! Isso significa que tanto a ciência como o relato bíblico de Gênesis, estão, perfeitamente em harmonia.
Ainda, à revelia do tempo cósmico cronológico, infere-se através da especulação teológica e filosófica, a existência de um "tempo metafísico ou espiritual". Neste, para Deus, passado, presente e futuro se "confundem". Não uma confusão caótica ou desordenada. Mas, no sentido de que nele, Deus vive em um eterno agora-"... de eternidade a eternidade, tu és Deus" (Sl 90.2 b).
Os livros proféticos e escatológicos do antigo e novo testamentos, particularmente Daniel e apocalipse, representam, pelas profecias, a figura de revelações escatológicas neles inseridas; um panorama que vai do tempo cronológico e cíclico, ao cósmico, metafísico ou eterno.
Sendo Deus senhor absoluto do tempo, em todas as suas dimensões; transcendente e imanente ao mesmo, tira qualquer condição especulativa a respeito dos acontecimentos que vão além daquilo que foi revelado pelos profetas e preservado através das escrituras sagradas. As coisas futuras e eternas, são propriedade de sua onisciência e a eternidade. Para fazermos parte dessa conjuntura atributacional de Deus, temos de viver sob sua irrestrita dependência.
Paulo, conhecedor desse segredo, assim se expressou para os filósofos especuladores no areópago ateniense : "porque nele vivemos, nos movemos e existimos..." (atos 17:28).
Nilson José Santana
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